EGLISE IMMACULEE CONCEPTION

HELIOPOLIS, LE CAIRE, EGYPTE

Igreja da Imaculada Conceiçao

Igreja da Imaculada Conceiçao

Dos Melquitas católicos

Heliópolis - Cairo

 

A Igreja de Imaculada Conceição foi construída no início da década de 40, quando o bairro de Heliópolis contava poucas casas e prédios. No início dos anos 30, o Patriarca Melquita Cyril IX Moghabghab, numa previsão quase profética, havia comprado um quarteirão a um preço quase irrisório, neste subúrbio afastado do Centro do Cairo. No ano de 1940 um notável homem de negócios pertencente à Comunidade Melquita fêz uma doação de 3000 libras egípcias (segundo informações orais que tivemos). Hoje esta soma equivale a uns 500 dólares americanos. Este empresário se chamava Sabet Sabet. De posse desta soma o engenheiro-arquiteto NAUM CHEBIB deu início à construção da igreja, do presbitério e da Escola Paroquial.

O nome de Naum Chebib, melquita católico, de origem libanesa, ficou conhecido nos anos 60 quando construiu a célebre "Torre do Cairo" (187 m. de altura), que é hoje um dos cartões postais mais conhecidos do Egito moderno. Foi ele o único responsável diante do Governo de Abdel Nasser deste importante empreendimento. Nao se sabe por que, este grande gênio da arquitetura moderna é hoje desconhecido da maior parte dos egípcios. Talvez porque o seu nome não figure em nenhum lugar da Torre. Há poucos anos somente um jornalista do Cairo lançou seu nome na Imprensa e na Internet, e o atual pároco desta igreja está promovendo por todos os meios ao seu alcance a divulgação do nome de Naum Chebib como o único Construtor da Torre do Cairo. Pois bem, foi este mesmo homem genial que construiu a Igreja da Imaculada Conceição, bem como outras duas igrejas, uma para os Maronitas, a Igreja de Sainte Thérèse em Port Saïd, e outra para os Siríacos Católicos, a Igreja de Sainte Catherine na Praça Triomphe de Heliópolis. (Para mais informações sobre Naum Chebib visite o site de Samir Raafat http.www.EGY.com/).

Há 7 anos atrás esta igreja foi reformada pelo atual pároco e as contribuições dos paroquianos.

O site que está vendo é iniciativa de um zelozo paroquiano, Dr. Rafik Haddad. Quis ele construir uma ponte entre a comunidade atual e as centenas de paroquianos espalhados nos países de emigração (Canadá, USA, Austrália, Brasil …).

Em 62 anos esta igreja teve 4 párocos. O primeiro foi Monsenhor Gregórios Ágami. Esteve neste cargo pour mais de trinta anos e ficou tão famoso pela sua popularidade que os vizinhos que ignoram o verdadeiro nome da igreja a chamam "Igreja do Padre Ágami". O segundo pároco foi o Monsenhor Ignace Raad que se tornou em seguida bispo de Saida, no Líbano. O terceiro foi o Padre Adel Ghali que atualmente se encontra na Califórnia como capelão de um hospital. O atual pároco é o autor deste artigo, Monsenhor Maurício Curi, nascido no Brasil, em Pedro Leopoldo (Minas Gerais) e de origem da cidade de Saydnaya, na Síria.

Estudou durante os primeiros anos de Seminário com os Padres Salvatorianos, na Piedade (Rio) e em seguida am Jundiaí. Cursou Filosofia no Seminário de São José, no Rio Comprido (Rio de Janeiro). Foi em seguida mandado por seu bispo Dom Elias Coueter, o primeiro bispo melquita do Brasil, para estudar a Teologia em Jerusalém com os Padres Brancos.

Em 1965 foi ordenado sacerdote na cidade de seus pais em Saydnaya (Síria) seguindo depois para São Paulo, onde trabalhou durante 13 anos como Vigário Cooperador na Catedral Melquita de Nossa Senhora do Paraíso, em São Paulo.

Trabalhou como voluntário na Associação de Assistência à Criança Defeituosa (A A C D) de São Paulo. Foi Assistente Religioso Substituto durante 2 anos da Associação das Filhas de Maria da Arquidiocese de São Paulo.

Em 1977 recebe o título de Arquimandrita (que corresponde mais ou menos ao título de Monsenhor no Rito Latino).

Desde a segunda metade de 1979 se encontra fora do Brasil. Freqüentou a Escola de Espiritualidade para Sacerdotes, iniciativa do Movimento dos Focolares, na Itália, em dois períodos: (em Frascati de 1979 a 1980 e anos depois em Loppiano perto de Florença em 1986).

Foi pároco de duas igrejas melquitas na Síria (Kafarbo e Yabrud) durante 6 anos (1980 - 1986). E após esta época passa 5 meses na África, entre os Camarões e a Costa do Marfim. Hóspede de padres seus amigos, faz ali uma experiência pastoral.

Em meados de 1986 chega ao Egito, servindo a Igreja Melquita do Cairo primeiramente como Vigário Cooperador desta igreja da Imaculada Conceição e a partir de setembro de 1989 como Pároco.

No Cairo foi Juiz Assessor do Tribunal Eclesiástico de Primeira Instância para os Melquitas Católicos (1993 - 2000).

É autor de três livros: "Catecismo para a Primeira Comunhão" em francês e árabe; e em lingua portuguesa "Maria Rosa, o Dom de Consolar" e "Aída Curi, o preço foi a própria vida". Neste último, livro sereno e de perdão, mostra a inocência de Aída e como foi vítima de uma cilada ("curra"). Após lhe haverem arrebatado os óculos e a bolsa, levaram-na à força para dentro de um edifício. Foi levada, aos gritos, no elevador. Trava luta heróica contra três agressores no alto do edifício, e de acordo com as primeiras informações da Imprensa, num apartamento em construção do 12° andar. Após morte ou desmaio, seu corpo é transportado ao terraço de onde é lançado, querendo os assassinos desta maneira simular o suicídio da vítima. O crime do Edíficio Rio Nobre de Copacabana é objeto de comentários até os dias de hoje. Luta e morre uma jovem de 18 anos para salvar a sua virtude. Lê-se em seu túmulo uma frase tirada de saus anotações: "Maria, ajudai-me a amar sempre a Jesus e antes morrer do que pecar". Este livro publicado e reeditado 4 vezes pelas Edições Paulinas em São Pau1o, há muito se encontra esgotado. Além destes três livros, colaborou com artigos e poesias de cunho social e religioso para o jornal "O São Paulo" da Arquidiocese Latina de São Paulo, e escreve atualmente para o jornal "Le Messager", o único jornal católico do Egito. Entre seus escritos encontra-se igualmente uma série de 50 artigos sobre a História de Igreja Católica no Brasil e outra série de artigos sobre "O Turismo no Brasil". No momento prepara um novo livro: uma biografia sobre um leigo melquita do Egito, Dr. Boutros Cassab.

Digno de nota é o Centro comunitário que funciona ao lado da igreja e que reúne todas as famílias melquitas do Cairo.

Nesta paróquia, desde há muitos anos, funciona um grupo de apoio às famílias desprovidas de recursos, grupo que tem o nome de "Mateus 25", em referência ao Evangelho do Último Julgamento: "Tive fome … Estive doente … a Mim é que o fizestes …" O objetivo é a partilha dos bens entre os paroquianos, a fim de que não haja nenhum indigente entre eles (confira Atos dos Apóstolos, 2, 44-45 e 4, 32-34).

Finalmente vale lembrar a existência de um Coro Paroquial cujos membros têm sido ultimamente convidados para apresentarem cantos bizantinos no Teatro "Ópera" do Cairo.

Prestam igualmente ajuda à Paróquia três Religiosas da Índia (Trivandrum), pertencentes à Congregacão das Irmãs.

"Daughters of Mary" (Filhas de Maria), e duas senhoras ortodoxas de origem sírio-libanesa, Yvonne et Violette Moufarrej Laffa.

 

Monsenhor Mauricio Curi

 

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